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S. VICENTE DE PAULO

São Vicente de Paulo foi um sacerdote católico francês, declarado santo pelo Papa Clemente XII em 1737. Foi um dos grandes protagonistas da Reforma Católica na França do século XVII.

São Vicente de Paulo nasceu numa terça-feira de Páscoa, no dia 24 de abril de 1581, na aldeia Pouy, no sul de França.
Era o terceiro filho do casal Jean de Paul e Bertrande de Moras, camponeses profundamente católicos.
Desde cedo se destacou pela notável inteligência e devoção. Fez os primeiros estudos em Dax, onde após 4 anos, se tornou professor. Isto permitiu-lhe concluir os estudos de teologia na Universidade de Toulouse.

Em 23 de setembro de 1600, com 19 anos, foi ordenado sacerdote. Pouco depois da ordenação passou pela primeira provação. Uma viúva que gostava de ouvir as suas homílias, ciente de que ele era pobre, deixou-lhe a sua herança, uma pequena propriedade e uma importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha.
No retorno desta viagem a Marselha, em 1605, o navio em que se encontrava foi atacado por piratas turcos. O Pe. Vicente sobreviveu ao ataque, no entanto foi feito prisioneiro e vendido como escravo. “Os compradores" - diz S. Vicente - "revistaram-nos como a cavalos e bois, fazendo-nos abrir a boca para ver os nossos dentes, sondando as nossas feridas, e fazendo-nos andar e levantar pesos para verem a nossa força."
S. Vicente foi vendido a um pescador, depois a um médico e, finalmente, a um renegado francês que o levou para o interior, onde tinha uma lavoura. Lá cavava a terra com uma corrente aos pés.
Em 1607, conseguiu fugir num batel com o qual cruzou o mar mediterrâneo. Assim que pôde pisar o solo da sua pátria, S. Vicente levantou os braços ao céu e entoou o “Te Deum laudamus”.

Em Avignon, encontrou-se com o vice-legado do Papa e voltou à condição de padre. Quando este precisou de viajar a Roma, levou-o consigo. Durante a estadia na cidade, S. Vicente frequentou a universidade e formou-se em Direito Canónico.
O Papa precisou de enviar um documento sigiloso para o Rei Henrique IV da França e S. Vicente foi escolhido como fiel depositário. Devido à sua presteza, o Rei Henrique IV nomeou-o Capelão da Rainha Margarida de Valois, a rainha Margot.
S. Vicente era encarregado da distribuição de esmolas aos pobres e fazia visitas aos enfermos no hospital de caridade em nome da rainha. S. Vicente fundou a Confraria do Rosário e todos os dias visitava os doentes.

Atendendo a um pedido do Pe. Berulle, partiu e ficou como preceptor dos filhos do general das galés, residindo no Palácio dos Gondi. Naquele período, a Marinha francesa estava em expansão e, para resolver o problema da mão-de-obra necessária para o remo, era frequente a condenação às galés por delitos comuns. S. Vicente empenhou-se nesta missão, lutando por mais dignidade para estes prisioneiros, que viviam em condições sub-humanas.
As propriedades da família dos Gondi eram muito grandes e S. Vicente e a senhora de Gondi faziam visitas às famílias que residiam nestas propriedades.
Na missa dominical, fazia com o povo a confissão comunitária. Conseguiu, entretanto, outros padres para o ajudarem nas confissões, pois eram muitos os pedidos que lhe faziam.

A sua piedade heróica conferiu-lhe o cargo de Capelão Geral e Real da França. Vendo o abandono espiritual dos camponeses, fundou a Congregação da Missão, que são os Padres Lazaristas, para evangelização do "pobre povo do interior".

Num apelo que o padre Vicente fez durante sermão em Châtillon, nasceu o movimento das Senhoras Damas da Caridade (Confraria da Caridade). A primeira irmã de caridade foi a camponesa Margarida Nasseau, que contou com a orientação de Santa Luísa de Marillac e que, mais tarde, estabeleceu a Confraria das Irmãs da Caridade, atuais Filhas da Caridade.
De apenas quatro irmãs no início, a Confraria conta, hoje, com centenas. Foi também o responsável pela organização de retiros espirituais para leigos e sacerdotes, através das famosas conferências das terças-feiras (Confraria de Caridade para homens).

Inspirado pelo seu amor a Deus e aos pobres, S. Vicente de Paulo foi o criador de muitas obras de amor e caridade. A sua vida é uma história de doação aos irmãos pobres e de amor a Deus.
Existem diversas biografias suas, mas sabemos que nenhuma delas conseguirá descrever com total fidelidade o amor que tinha por seu irmãos necessitados. Muitos acham que a sua maior virtude era a caridade, mas a sua humildade suplantava-a.

São Vicente de Paulo foi um pai dos Pobres e um reformador do clero. Basta dizer que as Conferências Vicentinas, fundadas por Frederico Ozanam, em 23 de abril de 1833, foram inspiradas por ele. Espalhadas no mundo inteiro, vivem permanentemente de seus exemplos e ensinamentos.

Segundo S. Francisco de Sales, Vicente de Paulo era o "padre mais santo do século". Faleceu em 27 de setembro de 1660 e foi sepultado na capela-mãe da Igreja de São Lázaro, em Paris.
Foi canonizado pelo Papa Clemente XII em 16 de junho de 1737.
Em 12 de maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII.

2012-07-21 | Conferência Vicentina

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