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TESTEMUNHO DE ANTÓNIO FRANCISCO DOS SANTOS - PARTE 1

Desta vez vamos conhecer o Bispo de Aveiro, presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, através de excertos duma entrevista que deu ao blogue do arciprestado de Águeda por ocasião do Ano Sacerdotal, na qual se apresentou assim:

Chamo-me António Francisco dos Santos, sou natural duma paróquia do concelho de Cinfães, já no limite do distrito de Viseu e de janelas abertas para o de Aveiro, que se chama Tendais. Ali nasci em 1948, ali vivi os primeiros dez anos de vida e frequentei a escola do 1º ciclo. A partir duma decisão assumida no final desse período, iniciei estudos no seminário de Resende e depois no de Lamego. Fiz o estágio pastoral no Alto Douro, em S. João da Pesqueira, e fui ordenado a 8 de Dezembro de 1972, sendo de imediato enviado pelo meu Bispo a estudar Filosofia e Sociologia no Instituto Católico de Paris, onde me formei. Regressei à diocese, trabalhei nos seminários, depois fui vigário-geral e foi nesse momento, em que trabalhava também numa paróquia da cidade como membro duma equipa sacerdotal, que o Papa João Paulo II me chamou a ser Bispo auxiliar de Braga donde, em 2006, o Papa Bento XVI me nomeou como Bispo de Aveiro.

Na minha família não havia tradição nem memória de alguém ter sido sacerdote. Eu senti esse desejo, por viver no ambiente duma família cristã, mas que também foi despertando pelo contacto com um sacerdote natural da mesma terra, que manifestava um testemunho de vida e uma perspectiva de entrega a Deus e de serviço às pessoas que me fascinava; foi certamente aí que despontou e despertou o meu desejo de ser padre. A minha família não estava muito preparada para este género de decisão, até porque, como sou filho único, os meus Pais queriam que continuasse a estudar mas com outro sentido. Não era seu desejo que eu fosse sacerdote, mas respeitaram a minha decisão, assumiram a minha opção e ajudaram a que eu pudesse livremente percorrer o caminho que tinha escolhido.

Esta decisão foi recebida com uma alegria muito grande na escola, quer pela minha professora quer pelos meus colegas, e continuei a sentir esse carinho e esse modo de ajudar o meu desejo de ser padre ao longo de todo o tempo em que me preparei para a ordenação sacerdotal. A partir daí a minha preocupação foi ser um padre à maneira do coração de Cristo Bom Pastor. Eu senti-me sempre um elo de ligação entre Deus, que ama o Seu Povo e este mundo que Ele quer salvar, e o Mundo que precisa desta ponte com o seu Deus.


(continua no próximo número; os apressados podem consultar http://arciprestadoagueda.blogspot.com onde encontram também outros testemunhos)

2010-09-05 | Equipa Paroquial Vocacional

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